Não sei explicar o que sinto neste instante,
Mas, posso tentar escrever o mais puro sentido.
Meu coração palpita diferente, mais lento e doloroso,
Minha respiração quase apneica me derruba.
Nessa insulação choro o mais temível pranto,
Sinto que tudo ao meu redor se desfaz,
A carência é mais forte do que eu,
Por mais que me faço como uma penídia aos olhos alheios,
Sou como a mais frágil criatura longe de tudo,
Choro, perco a vontade de tudo.
Neste instante queria vociferar minha dor,
Se pudesses ver as lágrimas que caem de meus olhos,
Talvez entenderia a minha dor.
A vida está sendo atroz para comigo,
E não sei como lidar com tanta dor.
Estou afogando em meu pranto,
Derrocada por este sentimento,
tudo que desejo é sucumbir.
E com clamores dizer que não aguento mais,
Me entrego a dor que me consome.
Quero o assomo que tudo será diferente,
Mas, tudo que vejo são cinzas em minha vida,
E neste desterro, dúbio seria minha felicidade.
(Kelly Cristina de Freitas - Boa Esperança - MG - 29/04/2005)

Nenhum comentário:
Postar um comentário