O 'Spinophorosaurus nigeriensis', um gigante herbívoro de 15 metros do comprimento, tinha o ouvido muito mais desenvolvido do que se espera de dinossauros como ele. Razão ainda é um mistério
A utilização da tecnologia 3D para reconstruir o crânio de um dinossauro que viveu há 165 milhões de anos, no período Jurássico Médio, ajudou cientistas a entenderem como funcionava sua audição.
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JURÁSSICO MÉDIO
Período de tempo geológico entre 175,6 e 161,2 milhões de anos atrás.
Período de tempo geológico entre 175,6 e 161,2 milhões de anos atrás.
Os cientistas reconstruíram em três dimensões a cavidade craniana doSpinophorosaurus nigeriensis, um quadrúpede herbívoro de pescoço longo, de até 15 metros de comprimento e protuberâncias ósseas na cauda. Esse tamanho o coloca entre os maiores animais a terem pisado na Terra. Seu processo evolutivo, portanto, é de grande interesse para a ciência.
Na pesquisa, publicada na revista PLoS One, os cientistas registraram que o bicho tinha um ouvido interno muito desenvolvido.
O órgão, além de servir para escutar, auxiliava na percepção espacial do dinossauro e inclui o aparelho vestibular, que constitui a base do sentido do equilíbrio.
O ouvido interno do Spinophorosaurus é bem mais desenvolvido do que o de seus parentes próximos conhecidos. Além disso, observam os pesquisadores, é incomum em um animal herbívoro que, por causa do tamanho, não precisava se preocupar muito com predadores, um labirinto tão desenvolvido. Uma das possibilidade levantadas pelo artigo é de que o tamanho do pescoço do bicho tenha relação com o fenômeno.
Na pesquisa, publicada na revista PLoS One, os cientistas registraram que o bicho tinha um ouvido interno muito desenvolvido.
O órgão, além de servir para escutar, auxiliava na percepção espacial do dinossauro e inclui o aparelho vestibular, que constitui a base do sentido do equilíbrio.
O ouvido interno do Spinophorosaurus é bem mais desenvolvido do que o de seus parentes próximos conhecidos. Além disso, observam os pesquisadores, é incomum em um animal herbívoro que, por causa do tamanho, não precisava se preocupar muito com predadores, um labirinto tão desenvolvido. Uma das possibilidade levantadas pelo artigo é de que o tamanho do pescoço do bicho tenha relação com o fenômeno.
O estudo foi feito em fósseis encontrados no Níger em 2006, que pertencem a dinossauros que viveram no período Jurássico Médio. Participaram dele pesquisadores da Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e da Universidade Humboldt de Berlim, na Alemanha.

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