quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Dois jornalistas ocidentais morrem em bombardeio na Síria

Outros três profissionais estrangeiros ficaram feridos, segundo os opositores

Os protestos contra o regime de Assad continuam em Damasco
Os protestos contra o regime de Assad continuam em Damasco (Khaled al-Hariri / Reuters)
Dois jornalistas ocidentais morreram nesta quarta-feira na cidade rebelde síria de Homs, no centro do país, onde os bombardeios atingiram um centro de imprensa de opositores ao regime de Bashar Assad, no bairro de Baba Amr, anunciaram opositores do governo. "Pelo menos outros três jornalistas estrangeiros ficaram feridos", acrescentou o militante Omar Shaker em Baba Amr, contactado via Skype.

Entenda o caso


  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.400 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
O jornal The Sunday Times, de Londres, afirmou que uma das jornalistas mortas é Marie Colvin, a única profissional britânica que havia conseguido entrar em Baba Amr. Marie foi ao ar na noite de terça-feira, relembrando como viu uma criança morrer depois que sua casa foi atingida por um bombardeio. "Um pedaço dos estilhaços atingiu o seu peito", contou. A outra vítima é o fotógrafo francês Remi Ochlik, de 28 anos. Sua morte foi confirmada pelo ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé.
Stephane de Sakutin / AFP
A jornalista britânica Marie Colvin e o fotógrafo francês Remi Ochlik
A jornalista britânica Marie Colvin e o fotógrafo francês Remi Ochlik
O francês Gilles Jacquier foi, em 11 de janeiro, o primeiro jornalista ocidental morto na Síria desde o início da revolta popular contra o regime de Assad há 10 meses. Jacquier morreu em Homs, epicentro dos protestos na Síria, durante uma viagem autorizada pelo regime, que restringe drasticamente os deslocamentos dos jornalistas no país. Nenhuma testemunha teve condições de afirmar se o obus que o matou foi disparado pelos rebeldes ou pelo Exército sírio. 
De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), mais de 7.600 pessoas, a maioria civis, morreram em episódios de violência desde que explodiu a revolta na Síria em março de 2011. Entre as vítimas estavam 5.542 civis, 1.692 soldados e membros dos serviços de segurança e quase 400 desertores, afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

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